San Pedro de Atacama - Geisers del Tatio, Pueblo Machuca: 200 km
San Pedro de Atacama - Vale da Lua, Vale da Morte: 50 km (Total: 3.745 km)
Acordamos as 3:00h para irmos ao passeio dos Geisers de el Tatio, inclusive levando ovos (depois explico). Por estrada asfaltada e de terra, são uns 100 km ano ao norte de SPA. Ao descermos do caminhão ainda estava escuro e a temperatura era de -2 graus, mas nossas toquinhas chilenas marca Choclo (já já explico) nos protegeram bem. Lá há geisers de todo o tipo, com água, com vapor, intermitentes, as fotos mostram melhor o que vimos. É preciso ir de madrugada para conseguir ver melhor os vapores que se formam com a temperatura do ar negativa.
A história do ovo: levamos um ovo para cozinhar e depois comer no desajuno, colocamos num geiser pequeno, mais calmo e fomos passear, na hora de comer tava no ponto.
Na verdade, dei uma de turista inexperiente no caso do ovo, coloquei direto na água do geiser e esqueci que depois eu ia precisar tirá-lo de lá, depois vi que o pessoal colocava dentro de uma sacolinha plástica que ficava meio boiando.
O que fiz foi enfiar a mão no geiser à uma velocidade de 500 anos luz e retirar o ovo, assim que descobri que a água do gêiser tem a temperatura de uns 70 graus. Mas salvei minha refeição.
Os 40 geisers, 60 termas e 70 fumarolas ocupam uma extensão de 3 km². Em 1960 fizeram um projeto para utilizar os geisers para produzir energia elétrica, mas não obtiveram resultado econômico na exploração e abandonaram, lá ainda há uma máquina dessa época enferrujando.
Não nadamos na piscina porque, realmente, tava muito frio, mas um bando de gringos branquelos pulou assim que o sol apareceu melhor.
Depois fomos levados ao Vale Putana, onde se forma uma lagoa cheia de patos, sinceramente, sem muita novidade. Tiramos fotos dos patos que passavam o dia todo levando plantas de um lado para o outro da lagoa para fazer seus ninhos.
Passa reto, vai para o povoado Machuca, uma pequena aldeia onde se avista ao alto uma igreja antiga e abaixo uma rua com casas dos dois lados, todo mundo aproveita para comer empanadas na lanchonete local, colamos um adesivo na janela, fotos e fotos, e segue, volta para SPA. Para quem quiser experimentar, um tiozinho faz churrasquinho de lhama, faz fila para comer a iguaria.
Na volta para SPA passamos por algumas lagoas com muitos animais (muitos camelídeos) e paramos na Quebrada Guantin para ver..... cactos! Foi mais interessante o papo da flora do deserto com o guia do que o próprio local, mas deu para tirar umas fotos legais, dos cactos.
Tínhamos outro passeio para os Vales da Lua e da Morte às 16:00h, então aproveitamos o tempo livre para a compra dos presentes, mais presentes; acho que vamos ter que jogar umas roupas fora, pois não vai caber mais nada nas motocas na volta.
Quatro da tarde, corre para a frente da agência, sobe no caminhão e segue para a próxima aventura. Os Vales da Lua e da Morte ficam na estrada que vai para Calama, há uns 25 km da cidade. No Vale da Morte começamos o passeio por uma caverna, formada por um rio subterrâneo, que deve correr somente no degelo, as paredes são formadas em boa parte por sal gema (formados por altas pressões), aí que entendemos porque tudo lá embaixo é salar, as montanhas são tudo puro sal! Nas fotos a cor marrom das paredes é só poeira, por baixo é tudo cristalizado.
Saimos das cavernas, visitamos as 3 marias, que eram três formas rochosas no meio do deserto que pareciam Nossa Senhora orando, o nome foi dado pelo Padre le Paige. Eram 3, agora são duas, porque um francês foi tirar foto, subiu numa e derrubou tudo (de novo os franceses!).
O Valle de la Muerte foi formado onde era um lago, os movimentos da cordilheira mexeram tanto com o local que algumas camadas sedimentares se encontram em posição vertical e há até montanhas retorcidas, como o Anfiteatro que parece uma grande arena. Muitas dunas se formam e o pessoal do sandboard dá umas voltas por lá.
San Pedro de Atacama - Vale da Lua, Vale da Morte: 50 km (Total: 3.745 km)
Acordamos as 3:00h para irmos ao passeio dos Geisers de el Tatio, inclusive levando ovos (depois explico). Por estrada asfaltada e de terra, são uns 100 km ano ao norte de SPA. Ao descermos do caminhão ainda estava escuro e a temperatura era de -2 graus, mas nossas toquinhas chilenas marca Choclo (já já explico) nos protegeram bem. Lá há geisers de todo o tipo, com água, com vapor, intermitentes, as fotos mostram melhor o que vimos. É preciso ir de madrugada para conseguir ver melhor os vapores que se formam com a temperatura do ar negativa.
A história do ovo: levamos um ovo para cozinhar e depois comer no desajuno, colocamos num geiser pequeno, mais calmo e fomos passear, na hora de comer tava no ponto.
Na verdade, dei uma de turista inexperiente no caso do ovo, coloquei direto na água do geiser e esqueci que depois eu ia precisar tirá-lo de lá, depois vi que o pessoal colocava dentro de uma sacolinha plástica que ficava meio boiando.
O que fiz foi enfiar a mão no geiser à uma velocidade de 500 anos luz e retirar o ovo, assim que descobri que a água do gêiser tem a temperatura de uns 70 graus. Mas salvei minha refeição.
Os 40 geisers, 60 termas e 70 fumarolas ocupam uma extensão de 3 km². Em 1960 fizeram um projeto para utilizar os geisers para produzir energia elétrica, mas não obtiveram resultado econômico na exploração e abandonaram, lá ainda há uma máquina dessa época enferrujando.
Não nadamos na piscina porque, realmente, tava muito frio, mas um bando de gringos branquelos pulou assim que o sol apareceu melhor.
Depois fomos levados ao Vale Putana, onde se forma uma lagoa cheia de patos, sinceramente, sem muita novidade. Tiramos fotos dos patos que passavam o dia todo levando plantas de um lado para o outro da lagoa para fazer seus ninhos.
Na volta para SPA passamos por algumas lagoas com muitos animais (muitos camelídeos) e paramos na Quebrada Guantin para ver..... cactos! Foi mais interessante o papo da flora do deserto com o guia do que o próprio local, mas deu para tirar umas fotos legais, dos cactos.
Sempre um vulcão ao fundo:
Esta abaixo é a almofada de sogra (que maldade!):
Tínhamos outro passeio para os Vales da Lua e da Morte às 16:00h, então aproveitamos o tempo livre para a compra dos presentes, mais presentes; acho que vamos ter que jogar umas roupas fora, pois não vai caber mais nada nas motocas na volta.
Quatro da tarde, corre para a frente da agência, sobe no caminhão e segue para a próxima aventura. Os Vales da Lua e da Morte ficam na estrada que vai para Calama, há uns 25 km da cidade. No Vale da Morte começamos o passeio por uma caverna, formada por um rio subterrâneo, que deve correr somente no degelo, as paredes são formadas em boa parte por sal gema (formados por altas pressões), aí que entendemos porque tudo lá embaixo é salar, as montanhas são tudo puro sal! Nas fotos a cor marrom das paredes é só poeira, por baixo é tudo cristalizado.
Saimos das cavernas, visitamos as 3 marias, que eram três formas rochosas no meio do deserto que pareciam Nossa Senhora orando, o nome foi dado pelo Padre le Paige. Eram 3, agora são duas, porque um francês foi tirar foto, subiu numa e derrubou tudo (de novo os franceses!).
O Valle de la Muerte foi formado onde era um lago, os movimentos da cordilheira mexeram tanto com o local que algumas camadas sedimentares se encontram em posição vertical e há até montanhas retorcidas, como o Anfiteatro que parece uma grande arena. Muitas dunas se formam e o pessoal do sandboard dá umas voltas por lá.
O Valle de la Luna é outra paisagem gigantesca, com 22 milhões de anos, também com camadas sedimentares na horizontal, só que formadas a partir de um salar. Não se vê plantas ou animais, por isso que se comparam a paisagem à da Lua. Nessa hora, fim do dia, chegam centenas de turistas para fotografar o por do sol, é um monte de gente tentando tirar foto nas pedras que avançam sobre o penhasco, nós também.
A noite, conversa com as patroas, toma banho, lava roupa (eita vida dura!) e vai jantar no La Casona, onde finalmente comemos o Lomo a lo Pobre com cerveja. Dorme para acordar amanhã às 6:00h para o passeio das Lagunas Altiplânicas.
Dicas: o passeio aos geisers deve ser feito por agência, de moto é fria literalmente (frio de -2, no verão), um monte de gente vai de carro, aí é mais tranquilo, mas a estrada de terra trepida tudo. Preço pela Grado 10: cerca de 100 reais.
Para o Vale da Lua e da Morte dá para ir de moto, são só 25km, neste caso é melhor seguir os muitos carros de turismo para encontrar as paisagens mais fácil, o problema é que todo mundo vai para finalizar o passeio no fim do dia para ver o por do sol, e lembrando: no fim do dia na cordilheira o que acontece? Venta e esfria, so for de moto, perca o por do sol ou vá preparado. Pela Grado 10: 35 reais.
Lembrando ainda que, em cada atração, é cobrada entrada de pequenos valores, tudo organizado pelas associações indígenas e a direção da Reserva Nacional de los Flamencos e em todas os turistas recebem folders em espanhol e inglês, com fotos, história e descrição dos locais; a organização merece parabéns.
2 comentários:
Muito legal a viagem de vocês, estou lendo e viajando junto....ainda vou para esses lados também.
Uma pena que os videos não estão mais disponíveis.
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Muito boa a viagem de vocês, parabéns, estou lendo e viajando junto. Uma pena os videos não estarem mais disponíveis.
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