Corrientes - General Martín Miguel de Güemes: 795 km (Acumulado: 2.458 km)
Íamos acordar bem cedo hoje para enfrentar o famos retão do Chaco argentio, estávamos meio cansados e acabamos dormindo um pouco mais, mas nada que fosse nos impedir de chegar à região da Salta. No Hotel La Mansion não há café da manhã no local, eles dão um vale-café para ir a um restaurante no calçadão, por coincidência era o mesmo no qual jantamos na noite anterior (Don Pedro).
Barriga cheia (mais ou menos), vombora acelerar.
Em Corrientes e Resistência as motocas não podem andar na expressa da avenida principal, somente nas marginais, como já sabíamos disso obedecemos e fizemos todos os retornos corretos, mesmo assim um guarda nos parou no fim da avenida de Corrientes (antes da ponte), perguntou se estávamos andando na expressa, dissemos que não e fomos liberados, creio que nos confundiu com outros motociclistas (veja dica no fim desse post). Cruzamos o Rio Paraná e após Resistência começa o tal retão, que vai até Joaquín V. Gonzales, na Província del Chaco, e que só é reto mesmo nos mapas. Pelos relatos da galera a gente achava que o Chaco era um lugar abandonado, isolado, sem nada, na verdade não é assim, a estrada tem uns retões sim e é cercada de mata, em muitos pontos há pastos, mas não vimos muitos bois, mas quase atropelamos umas 20 cabras no meio da estrada. Perto de Monte Quemado vimos algumas fazendas com milho. O retão é igual a andar em algumas estradas de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, para quem conhece, não é mistério.
Agora o impressionante mesmo, é que não vimos em relato algum, foram as borboletas, foram uns 600 km de enxames (não estou sendo irônico não!) de borboletas brancas (mas com tripas amarelas) que iam se espatifando na gente, nas bolhas das motos, nos alforges, nas roupas, nos capacetes, em tudo; ficou tudo melecado de amarelo, e a gente descobriu qual o cheiro que tem tripa de borboleta. O Caio comentou que se somasse todas as borboletas que ele já viu no mundo, não dava a quantidade que tinha em 10 metros de estrada. Tentamos tirar fotos e filmar mas nada conseguia mostrar a revoada como ver ao vivo.
Eis o resultado, nas motos:
Abastecemos em Presidencia Roque Saenz Peña, cola adesivo, e segue.
A aproximadamente 30 km depois da cidade, chega-se em um trevo (uma grande rotatória) que induz todo mundo a passar por ele e seguir reto, mas tem que virar 90 graus a direita para continuar na Ruta 16 (graças aos relatos da galera que veio antes), se continuar reto, segue-se pela Ruta 94 e chega-se em Campo Largo, caminho para Santiago del Estero e Charata. Nesse trevo há um posto, na dúvida é bom perguntar. A cidade (ou vila) nesse trevo se chama Avia Terai. Segue ponto no mapa abaixo:
Abastecemos em Monte Quemado, com um frentista super relaxado que jogava gasolina por fora dos tanques das motos, uns metros à frente paramos em outro posto para almoçar, colamos nosso adesivo na vitrine (o do Bastião e o do Paulo já estavam grudados lá).
De repente, quando chegamos em Joaquim V. Gonzales (abastece e cola adesivo) nos demos conta que o retão tinha acabado, demos um "Mortality" (MK) nesse tão temido retão!
Tocamos até General Martín Miguel de Güemes e nos hospedamos no hotel Roman (220 pesos = 100 reais), com ar, TV, Wi-Fi. Hoje a gente usou todos os cabides, ganchos, portas, torneiras, maçanetas para pendurar roupas, a de pilotar estava pingando suor e algumas precisaram ser lavadas.
Jantamos e tomamos uma facada de uma senhora garçonete no restaurante que fica na mesma calçada do hotel, mas na outra esquina; foi impressionante a cara de pau. Pedimos o cardápio antes, e escolhemos os pratos (cada um por cerca de 35 pesos), tomamos uma Quilmes e pedimos a conta, a senhora veio com uma soma de 120 pesos, na hora retruquei, ela voltou ao balcão e voltou com um papelzinho cheio de garranchos que não se entendia nada, disse que o que ficou caro foi as duas cervejas que tomamos, mas só tomamos uma! A malandra ainda fazia questão de falar rápido e mantinha um sorrisinho no rosto (do tipo: como esses brasileiros são trouxas), fez um outro garrancho no papel e a soma dela agora dava 100 pesos, enchemos o saco, pagamos e fomos embora.
Galera, compensa jantar no hotel, que tem restaurante, mas a gente queria ir num lugar diferente, dançamos (a gente é novo, a gente aprende).
Amanhã vamos tirar o dia para visitar a região de Tilcara/Humahuaca e vamos dormir em Tilcara ou Susques para fazer a travessia da Cordilheira no domingo cedo.
Dica do dia: quando estiver viajando com alforges e malas laterais pare sempre longe de outras motos, a largura extra atrapalha manobras, carregar, descarregar e pode causar acidentes com outras motos ou carros. Até no hotel, nos estacionamentos e nos postos, pare o mais distante possível das motos dos colegas. Uma encostada, um tombo.
Dica: como sair da via lateral para a via principal, para cruzar a ponte do Rio Paraná, sem ser multado. Pois logo que se avista a ponte, o impulso é de voltar para a pista central para não perder o acesso, não volte! Continue seguindo pela pista lateral e mais à frente haverá um retorno à sua esquerda, siga por esse retorno que ele te levará a um acesso (agora à direita) que te levará à via principal em direção à ponte.
http://tonaestrada.com.br/fuja-da-armadilha-na-travessia-corrientes-x-resistenciaarg/



2 comentários:
Ruy e Caio, espero que estejam aproveitando a viagem... os relatos de vocês estão bem interessantes e estamos acompanhando bem a viagem. Ruy você não vai filmar tb.... cuidado na estrada e divirtam-se.
Beijos
To adorando acompanhar vocês! Obrigada por compartilhar esta aventura!! Fiquem com Deus! bjs
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