General Martín Miguel de Güemes - Humahuaca - Pumamarca: 265 km (Acumulado: 2.723 km)
Dia de começar a exploração da Cordilheira dos Andes. Tomamos café da manhã às 7:00h rapidamente para pegar a estrada logo.
O caminho para San Salvador de Jujuy é tranquilo, sem problemas, pista simples e boa. Jujuy é uma cidade grande, mas não nos interessamos em visitar, passa reto! Destino: Tilcara e Humahuaca. Na estrada, ao fundo da paisagem, a gente já podia ver as primeiras montanhas da cordilheira!
No caminho nos deparamos com uma imagem curiosa, algumas carretas bi-trem atoladas em um lamaçal de uns 1,5m de altura, estavam estacionadas em um pátio à margem da rodovia e a chuva arrastou toneladas de lama para o lugar.
Abastecemos em Tilcara e deixamos para visitá-la na volta, só tinha a gasolina YPF Premium, então vai essa mesmo (7 pesos o litro, êh Presidenta Cristina, ajuda nóis né!), até hoje esta nafta só tinha entrado nos nossos tanques misturada com a Super, como já tínhamos abastecido ontem com Premium, o tanque ficou quase tudo dela, se dá pau? Não sei, mas motos estão andando normais, vamos ver como se comportam lá há 5.000m de altitude amanhã.
O caminho Tilcara-Humauhaca margeia o Rio Purmamarca, que recebe as águas do degelo das montanhas, lógico que esta época do ano já descongelou tudo e a quantidade de água é pouca, só dá para ver pedras, mas pela largura do leito dá para se imaginar como deve ser bonito quando cheio.
Na estrada, o que se vê é montanha por todos os lados, quando a gente vai chegando a cordilheira é pequena ao longe, conforme se anda vamos entrando e sendo engolidos pela beleza de tudo. Em Humahuaca comemos empandas com Coca Cola, comida leve e barata (6 pesos cada), é uma cidade turística com muita gente e comércio nas ruas, há sempre ônibus chegando, como o tempo estava virando para chuva, que vinha na forma de nuvens negras que surgiam lá de cima da cordilheira, não ficamos muito na cidade, resolvemos voltar e tirar fotos de pontos que marcamos para parar na volta: um restaurante com uma estátua de lhama gigante na porta, com lhamas de verdade num curral; um relógio de sol onde passa o Trópico de Capricórnio, montanhas e mais montanhas de diversas cores, tudo muito grande, e é impossível tirar uma foto que realmente mostre isso.
De volta a Tilcara visitamos o Museu Arqueológico, não pode tirar foto e paga 20 pesos para entrar, mas o ingresso vale também para a Pucara (sítio arqueológico de uma aldeia indígena antiga).
Minha câmera fez o favor de sumir com maioria das fotos da Pucara, assim que tiver as do Caio eu coloco aqui.
Saindo da Pucara a idéia era visitar Purmamarca e seguir para Susques, dormir no Pastos Chicos, um hotel em um posto de gasolina indicado pelo pessoal do fórum das BM, só que.... a chuva.... sim a chuva de novo, nos pegou no posto de gasolina, ficamos umas duas horas mudando de idéia do que fazer a cada 15 minutos: dorme em Tilcara, vai para Susques, será que a chuva só está em cima da gente (igual aconteceu antes de San Ignácio); resolvemos tocar até Susques e já eram 17:00h, vestimos as peças para chuva, ligamos as motos e fomos devagar na estrada porque estava tudo molhado e tem muita curva, e não é que depois de andarmos 10 km não tinha chovido!? Caímos no golpe da chuva de novo. Passamos reto por Purmamarca e começamos a contornar as curvas fechadas da estrada que margeia o Cierro Siete Colores.Quando começamos a ver aquelas montanhas coloridas, tivemos a mesma idéia, paramos as motos e resolvemos que não podíamos passar reto sem olhar aquilo tudo direito e tirar mais fotos, problema: minha câmera estava com a bateria esgotada, a GoPro do Caio também, já ia escurecer e a gente estava com pressa, nova decisão: dormiremos em Purmamarca, cidade bem pequena mas com muitos hotéis bons e caros, passamos em uns 5 e os preços variavam de 450 a 500 pesos, desanimou, mas depois de procurar mais encontramos o La Casa Encantada, por 200 pesos o quarto duplo (mas a tabela é de 400). Arrumamos as coisas para o dia seguinte e fomos jantar no restaurante La Diablada, onde pedimos uma Brochette de Lhama, por 42 pesos, muito bom, ótima quantidade.
A cidade está em baixa estação, mas tem muitos restaurantes bons também, alguns fechados devido ao baixo movimento. Amanhã enfrentaremos a Cordilheira, não deve estar muito frio, aqui em Purmamarca a previsão é de mínima de 11 e máxima de 25, um verdadeiro ar condicionado natural. Na cordilheira não sabemos, mas vamos protegidos. Então... vamos dormir que amanhã o bicho pega. (Hoje está tudo com acento, pois estou postando do note do Caio, mas se tiver erro de português relevem, pois não corrigi com pressa de ir dormir e descansar).
Referência:
Globo Reporter de 25/01/13: vídeo muito bom que fala sobre o deserto o Uyuni na Bolívia, mas mostra o vulcão Lincancabur do lado boliviano, Tilcara, Pumamarca, lhamas, vicunhas, Cerro de los Siete Colores e a Ruta 52 (ótimas imagens).
Dicas: se você estiver levando um notebook ou tablet, faça backup de suas fotos diariamente, calor, frio, poeira, trepidação e alguma mancada do fotógrafo, sempre geram algum problema nas máquinas fotográficas, e se perder as fotos as vezes não vai dar para voltar e tirar tudo de novo.
Dica coletada no Facebook (25/09/13): Em San Salvador de Jujuy há um mecânico que tem ajudado muitos motociclistas em suas trips; é Miguel Angel Liendo, o telefone dele é o 0388 - 4261615 e o endereço é Juan C. Davalos, 64 , casa e oficina, é só colocar no GPS. Quando chegar nesta rua, procure um motorhome estacionado. Para maiores informações, basta procurar Miguel Angel Liendo no Facebook. (Esta é uma informação do Facebook e precisa ser verificada, nós não conhecemos o Miguel durante nossa viagem).
Dia de começar a exploração da Cordilheira dos Andes. Tomamos café da manhã às 7:00h rapidamente para pegar a estrada logo.
O caminho para San Salvador de Jujuy é tranquilo, sem problemas, pista simples e boa. Jujuy é uma cidade grande, mas não nos interessamos em visitar, passa reto! Destino: Tilcara e Humahuaca. Na estrada, ao fundo da paisagem, a gente já podia ver as primeiras montanhas da cordilheira!
No caminho nos deparamos com uma imagem curiosa, algumas carretas bi-trem atoladas em um lamaçal de uns 1,5m de altura, estavam estacionadas em um pátio à margem da rodovia e a chuva arrastou toneladas de lama para o lugar.
Abastecemos em Tilcara e deixamos para visitá-la na volta, só tinha a gasolina YPF Premium, então vai essa mesmo (7 pesos o litro, êh Presidenta Cristina, ajuda nóis né!), até hoje esta nafta só tinha entrado nos nossos tanques misturada com a Super, como já tínhamos abastecido ontem com Premium, o tanque ficou quase tudo dela, se dá pau? Não sei, mas motos estão andando normais, vamos ver como se comportam lá há 5.000m de altitude amanhã.
O caminho Tilcara-Humauhaca margeia o Rio Purmamarca, que recebe as águas do degelo das montanhas, lógico que esta época do ano já descongelou tudo e a quantidade de água é pouca, só dá para ver pedras, mas pela largura do leito dá para se imaginar como deve ser bonito quando cheio.
Na estrada, o que se vê é montanha por todos os lados, quando a gente vai chegando a cordilheira é pequena ao longe, conforme se anda vamos entrando e sendo engolidos pela beleza de tudo. Em Humahuaca comemos empandas com Coca Cola, comida leve e barata (6 pesos cada), é uma cidade turística com muita gente e comércio nas ruas, há sempre ônibus chegando, como o tempo estava virando para chuva, que vinha na forma de nuvens negras que surgiam lá de cima da cordilheira, não ficamos muito na cidade, resolvemos voltar e tirar fotos de pontos que marcamos para parar na volta: um restaurante com uma estátua de lhama gigante na porta, com lhamas de verdade num curral; um relógio de sol onde passa o Trópico de Capricórnio, montanhas e mais montanhas de diversas cores, tudo muito grande, e é impossível tirar uma foto que realmente mostre isso.
De volta a Tilcara visitamos o Museu Arqueológico, não pode tirar foto e paga 20 pesos para entrar, mas o ingresso vale também para a Pucara (sítio arqueológico de uma aldeia indígena antiga).
Minha câmera fez o favor de sumir com maioria das fotos da Pucara, assim que tiver as do Caio eu coloco aqui.
Saindo da Pucara a idéia era visitar Purmamarca e seguir para Susques, dormir no Pastos Chicos, um hotel em um posto de gasolina indicado pelo pessoal do fórum das BM, só que.... a chuva.... sim a chuva de novo, nos pegou no posto de gasolina, ficamos umas duas horas mudando de idéia do que fazer a cada 15 minutos: dorme em Tilcara, vai para Susques, será que a chuva só está em cima da gente (igual aconteceu antes de San Ignácio); resolvemos tocar até Susques e já eram 17:00h, vestimos as peças para chuva, ligamos as motos e fomos devagar na estrada porque estava tudo molhado e tem muita curva, e não é que depois de andarmos 10 km não tinha chovido!? Caímos no golpe da chuva de novo. Passamos reto por Purmamarca e começamos a contornar as curvas fechadas da estrada que margeia o Cierro Siete Colores.Quando começamos a ver aquelas montanhas coloridas, tivemos a mesma idéia, paramos as motos e resolvemos que não podíamos passar reto sem olhar aquilo tudo direito e tirar mais fotos, problema: minha câmera estava com a bateria esgotada, a GoPro do Caio também, já ia escurecer e a gente estava com pressa, nova decisão: dormiremos em Purmamarca, cidade bem pequena mas com muitos hotéis bons e caros, passamos em uns 5 e os preços variavam de 450 a 500 pesos, desanimou, mas depois de procurar mais encontramos o La Casa Encantada, por 200 pesos o quarto duplo (mas a tabela é de 400). Arrumamos as coisas para o dia seguinte e fomos jantar no restaurante La Diablada, onde pedimos uma Brochette de Lhama, por 42 pesos, muito bom, ótima quantidade.
A cidade está em baixa estação, mas tem muitos restaurantes bons também, alguns fechados devido ao baixo movimento. Amanhã enfrentaremos a Cordilheira, não deve estar muito frio, aqui em Purmamarca a previsão é de mínima de 11 e máxima de 25, um verdadeiro ar condicionado natural. Na cordilheira não sabemos, mas vamos protegidos. Então... vamos dormir que amanhã o bicho pega. (Hoje está tudo com acento, pois estou postando do note do Caio, mas se tiver erro de português relevem, pois não corrigi com pressa de ir dormir e descansar).
Referência:
Globo Reporter de 25/01/13: vídeo muito bom que fala sobre o deserto o Uyuni na Bolívia, mas mostra o vulcão Lincancabur do lado boliviano, Tilcara, Pumamarca, lhamas, vicunhas, Cerro de los Siete Colores e a Ruta 52 (ótimas imagens).
Dicas: se você estiver levando um notebook ou tablet, faça backup de suas fotos diariamente, calor, frio, poeira, trepidação e alguma mancada do fotógrafo, sempre geram algum problema nas máquinas fotográficas, e se perder as fotos as vezes não vai dar para voltar e tirar tudo de novo.
Dica coletada no Facebook (25/09/13): Em San Salvador de Jujuy há um mecânico que tem ajudado muitos motociclistas em suas trips; é Miguel Angel Liendo, o telefone dele é o 0388 - 4261615 e o endereço é Juan C. Davalos, 64 , casa e oficina, é só colocar no GPS. Quando chegar nesta rua, procure um motorhome estacionado. Para maiores informações, basta procurar Miguel Angel Liendo no Facebook. (Esta é uma informação do Facebook e precisa ser verificada, nós não conhecemos o Miguel durante nossa viagem).
Lugares não visitados:
- Iruya - fica ao norte de Humahuaca. Com hotéis, restaurantes, turismo. http://www.iruyaonline.com

2 comentários:
E aí, Ruy, tudo beleza?
Excelente a idéia de ficar em Purmamarca. Se vocês seguissem direito iriam pegar a noite no altiplano e perder a magia da subida.
Aguardando os próximos capítulos.
Giovani Buzzi
êêêêê Ruyzão.. e esse galãozinho de roundup na garupa??? Água ou gasolina?...kkkkkk
Reusando embalagens...kkkkk
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