San Pedro de Atacama - Salta: 605 km (Total: 5.407 km)
Acordamos cedo, carregamos as meninas, tomamos o café da manhã com um chazinho de folha de coca para aguentar melhor os efeitos da altitude, se bem que, depois de vários dias na altitude já nos adaptamos. Hoje colocamos os forros de frio das jaquetas, por baixo, as roupas de bailarina (apelido que damos para as segundas peles), as balaclavas, eu com uma luva de tecido por baixo da de pilotar e pano enrolado no pescoço. Tudo isso por medo do frio. Abastecemos e dessa vez enchi o galãozinho, que andou vazio até hoje, o do Caio já tá cheio desde o Chaco. Subida tranquila, motos andando bem, mas com a temperatura menor do que o dia da chegada. Bom, quanto a Cordilheira, acho que se passar por lá o resto da vida sempre vamos nos comover com a grandeza daquilo. Poucas fotos dessa vez.
Logo na subida, mais caminhões cegonha com carros para o Paraguai.
O sentimento de passar ali, caminho contrário, foi de despedida; olhamos os vulcões e o longo deserto sem saber se um dia íamos ver aquilo de novo. Valeu Atacama!
Na alfândega, mais ônibus lotado, nossa sorte foi aparecer um guarda que nos levou direto ao guichê, onde conhecemos um casal de argentinos que estavam de carro, são donos de uma pousada perto de San Salvador de Jujuy e nos ofereceram um café assim que passássemos por lá, lógico que o cara também tem moto.
Paramos no Pastos Chicos (Susques), comemos empanadas com 7Up, conhecemos uma família brasileira que estava indo para SPA com carro alugado e, lógico, o cara também tem moto, e tinha vindo para cá em janeiro, agora trouxe patroa e piá. Ao pegar a rodovia o Caio fez uma descoberta: alí em Susques passa a Ruta 40!
Acordamos cedo, carregamos as meninas, tomamos o café da manhã com um chazinho de folha de coca para aguentar melhor os efeitos da altitude, se bem que, depois de vários dias na altitude já nos adaptamos. Hoje colocamos os forros de frio das jaquetas, por baixo, as roupas de bailarina (apelido que damos para as segundas peles), as balaclavas, eu com uma luva de tecido por baixo da de pilotar e pano enrolado no pescoço. Tudo isso por medo do frio. Abastecemos e dessa vez enchi o galãozinho, que andou vazio até hoje, o do Caio já tá cheio desde o Chaco. Subida tranquila, motos andando bem, mas com a temperatura menor do que o dia da chegada. Bom, quanto a Cordilheira, acho que se passar por lá o resto da vida sempre vamos nos comover com a grandeza daquilo. Poucas fotos dessa vez.
Logo na subida, mais caminhões cegonha com carros para o Paraguai.
O sentimento de passar ali, caminho contrário, foi de despedida; olhamos os vulcões e o longo deserto sem saber se um dia íamos ver aquilo de novo. Valeu Atacama!
Na alfândega, mais ônibus lotado, nossa sorte foi aparecer um guarda que nos levou direto ao guichê, onde conhecemos um casal de argentinos que estavam de carro, são donos de uma pousada perto de San Salvador de Jujuy e nos ofereceram um café assim que passássemos por lá, lógico que o cara também tem moto.
Paramos no Pastos Chicos (Susques), comemos empanadas com 7Up, conhecemos uma família brasileira que estava indo para SPA com carro alugado e, lógico, o cara também tem moto, e tinha vindo para cá em janeiro, agora trouxe patroa e piá. Ao pegar a rodovia o Caio fez uma descoberta: alí em Susques passa a Ruta 40!
É uma ruta adorada pelos motociclistas, equivalente à Route 66 dos EUA, muitas expedições à Argentina são feitas só para percorrer trechos dessa estrada. Ela cruza a Argentina de norte a sul pendurada na Cordilheira dos Andes, sendo a mais longa do país, com 5.200 km. O km zero é em Cabo Vírgenes, província de Santa Cruz (sul), indo até La Quiaca na Puna de Jujuy (divisa com Bolívia), unindo 3 regiões - Patagônia, Cuyo e Norte, e atravessa 11 províncias. Apesar do quilômetro zero ser em Cabo Vírgenes, este trecho até o quilômetro 100 ainda não está construído, assim qualquer viagem começa (ou termina) em Punta Loyola.
Ela passa por 5 Patrimônios da Humanidade: o Parque Nacional Los Glaciares, a Cueva de las Manos, o Parque Provincial Natural Ischigualasto, o Parque Nacional Talampaya e a Quebrada de Humahuaca. Tem alguns trechos alterados e partes com e sem asfalto. Ta aí a idéia para uma aventura!
Viagem tranquila até Susques, depois pegamos um tempo muito feio, com nuvens negras na cordilheira. No Salar Grande demos aquela paradinha que faltou na ida, afinal a vontade de colocar as motocas para andar no sal no sal ficou guardada até hoje.
Chega de foto e toca para fugir da tempestade, estar no meio desses eventos em cima da cordilheira não é aconselhável. Enormes raios começaram a cair das nuvens, o duro é que lá elas ficam muito perto da gente, em alguns trechos até abaixo, ou seja, a gente tava andando no meio das descargas.
E toca pela Ruta 52. Em um momento um raio caiu sobre o pico de uma montanha e no lugar formou uma bola branca de raios por uns 2 segundos. Mais à frente vento, chuva e moto andando deitada, nem paramos para proteger a nós ou a carga, a idéia era cruzar logo a chuva, deu certo nas duas vezes que isso ocorreu; mas o molhado trás mais frio, tudo bem, aguenta e acelera. Em Pumamarca o clima ficou menos violento.
Próximo a Jujuy não encontramos a pousada do casal argentino da alfândega, paciência, fica para a próxima.
Em Salta, domingão daqueles de família sair para passear, e foi o que vimos, na praça 9 de Julho, fica igual o Parque do Ibirapuera. Ficamos no hotel Continental ($290 pesos, com Visa, ar, cochera e Wi Fi), na Av. Hipólito Yrigoyen, 295, quase em frente à praça. Guardamos as meninas, no estacionamento havia quatro XT 660R, uma Falcon e uma Teneré 600 (azul clássica), além de uma vespa laranja com placa da Áustria (essa não estava junto com as motocas), tudo preparada para viagem e todas do Brasil. Então fomos para o roteiro de sempre: banho, lava roupa, liga para as patroas e sai para comer. Na saída do hotel encontramos os donos das outras motos, eles estavam no terceiro dia de viagem, e olha o roteiro deles: cada um veio de um estado (RS, SC, PA), de Salta iam para a Quebrada Humahuaca (nós fomos), Machu Picchu, Salar de Yuni (Bolívia), Carretera de la Muerte, Lineas de Nazca (Perú), Cuzco, Lago Titicaca, Canyon do Colca e Atacama; roteiro de 30 dias, mas os caras já são motociclistas com muitas histórias. Perto do programa deles o nosso ficou fichinha, mas tudo bem. Um deles é o Ynho, famoso por fabricar bauletos de alumínio e levar o pessoal em viagens, com ele estavam: Edvaldo, Douglas, Max, Paim e Sandro. Depois de muitas boas histórias de moto, contadas na porta do hotel, fomos todos jantar no Rei del Bife, há umas duas quadras do hotel; sentados ali, boa comida, mais boas histórias e boas discussões sobre viagens e mecânica, valeu o dia. Boa aventura pessoal!
Olha uma notícia deles aí: clica aqui!
Após, nos despedirmos deles, trocarmos adesivos e desejar boa viagem, feliz Natal e ano novo, fomos para a cama, o dia seguinte ia ser quente e por uma estrada da qual ouvimos falar pouco, até Santiago del Estero, mas aparentemente tranquilo, vamos até sair um pouco mais tarde para tentar visitar alguma coisa em Salta, como o Museu Arqueológico, a Catedral e o teleférico, também preciso encontrar o salvador Banco Patagônia para sacar dindim pelo cartão do Banco do Brasil.
Viagem tranquila até Susques, depois pegamos um tempo muito feio, com nuvens negras na cordilheira. No Salar Grande demos aquela paradinha que faltou na ida, afinal a vontade de colocar as motocas para andar no sal no sal ficou guardada até hoje.
Mas olha o tempo que tava formando:
E toca pela Ruta 52. Em um momento um raio caiu sobre o pico de uma montanha e no lugar formou uma bola branca de raios por uns 2 segundos. Mais à frente vento, chuva e moto andando deitada, nem paramos para proteger a nós ou a carga, a idéia era cruzar logo a chuva, deu certo nas duas vezes que isso ocorreu; mas o molhado trás mais frio, tudo bem, aguenta e acelera. Em Pumamarca o clima ficou menos violento.
Próximo a Jujuy não encontramos a pousada do casal argentino da alfândega, paciência, fica para a próxima.
Em Salta, domingão daqueles de família sair para passear, e foi o que vimos, na praça 9 de Julho, fica igual o Parque do Ibirapuera. Ficamos no hotel Continental ($290 pesos, com Visa, ar, cochera e Wi Fi), na Av. Hipólito Yrigoyen, 295, quase em frente à praça. Guardamos as meninas, no estacionamento havia quatro XT 660R, uma Falcon e uma Teneré 600 (azul clássica), além de uma vespa laranja com placa da Áustria (essa não estava junto com as motocas), tudo preparada para viagem e todas do Brasil. Então fomos para o roteiro de sempre: banho, lava roupa, liga para as patroas e sai para comer. Na saída do hotel encontramos os donos das outras motos, eles estavam no terceiro dia de viagem, e olha o roteiro deles: cada um veio de um estado (RS, SC, PA), de Salta iam para a Quebrada Humahuaca (nós fomos), Machu Picchu, Salar de Yuni (Bolívia), Carretera de la Muerte, Lineas de Nazca (Perú), Cuzco, Lago Titicaca, Canyon do Colca e Atacama; roteiro de 30 dias, mas os caras já são motociclistas com muitas histórias. Perto do programa deles o nosso ficou fichinha, mas tudo bem. Um deles é o Ynho, famoso por fabricar bauletos de alumínio e levar o pessoal em viagens, com ele estavam: Edvaldo, Douglas, Max, Paim e Sandro. Depois de muitas boas histórias de moto, contadas na porta do hotel, fomos todos jantar no Rei del Bife, há umas duas quadras do hotel; sentados ali, boa comida, mais boas histórias e boas discussões sobre viagens e mecânica, valeu o dia. Boa aventura pessoal!
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